Concessões florestais reduzem desmatamento e impulsionam emprego na Amazônia, aponta estudo
- Solano Ferreira
- 21 de nov.
- 2 min de leitura
Um estudo inédito divulgado nesta terça-feira (19/11), durante evento paralelo à COP 30, em Belém, mostra que as concessões florestais federais na Amazônia são eficazes para conter o desmatamento e gerar desenvolvimento econômico local. O levantamento foi produzido pelo Imaflora, em parceria com o Serviço Florestal Brasileiro (SFB) e a consultoria Systemiq, com apoio do UK PACT.

Segundo os dados, áreas sob concessão registraram apenas 2% de desmatamento entre 1988 e 2024, e 92% da perda florestal ocorreu fora das áreas manejadas — reforçando que o manejo sustentável atua como barreira contra atividades ilegais.
O estudo analisou oito Florestas Nacionais que somam 3,5 milhões de hectares. Nessas regiões, as concessões colocaram no mercado 2,5 milhões de m³ de madeira legal e rastreável desde 2010, volume quatro vezes maior que o de municípios sem concessão. A atividade também movimentou a economia: houve aumento de 62% no nível de emprego e crescimento de 27% na massa salarial. Só em 2023, foram 4.848 postos de trabalho diretos e indiretos.
A política também impulsionou a arrecadação pública: de 2010 a 2025, as concessões repassaram R$ 240 milhões ao governo, sendo R$ 62 milhões destinados diretamente a estados e municípios. Terra Santa (PA), por exemplo, utilizou parte dos recursos para estruturar sua Secretaria Municipal de Meio Ambiente.
Para os autores, o modelo se consolida como uma solução climática baseada na natureza, unindo conservação, renda e fortalecimento da bioeconomia. A recomendação agora é expandir as concessões e incentivar que o processamento de madeira ocorra nos próprios municípios, ampliando a diversificação produtiva e o impacto econômico local.
Aceso à íntegra do estudo em:










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