Moda sustentável da Amazônia ganha destaque na COP30 com looks feitos de fibra de malva
- Solano Ferreira
- 11 de nov.
- 2 min de leitura
Sete looks exclusivos estão em exposição na área do Governo do Pará, na Green Zone da COP30, em Belém, que começou nesta segunda-feira (10). As peças integram o projeto Amazônia e Resistência, que propõe um caminho sustentável para a moda, unindo inovação, cultura e responsabilidade ambiental.

O trabalho foi desenvolvido por mulheres privadas de liberdade da Coostafe e jovens atendidos pelas Usinas da Paz (Usipaz), sob orientação da estilista e professora paraense Alcimara Braga, fundadora da Semana de Moda Amazônica.
Entre as criações, o destaque é um vestido confeccionado com tecido feito a partir da fibra amazônica da malva, desenvolvido pela empresa Vicunha, líder mundial em inovação têxtil sustentável. A peça foi idealizada e costurada por Alcimara e conta com acessórios produzidos com palha reaproveitada de esteiras pela Coostafe, além da colaboração do artista visual Alan Soares, que trouxe elementos da tradição afro-indígena ao conceito.
A malva é uma fibra natural cultivada por comunidades ribeirinhas da Amazônia, em harmonia com os ciclos de cheia e seca, sem desmatamento ou uso de agrotóxicos. Produzida pela Castanhal Têxtil, tem baixa pegada ambiental, ajuda na captura de CO₂ e mantém a biodiversidade local, contribuindo diretamente para o combate às mudanças climáticas.
Para Alcimara Braga, a iniciativa mostra o poder da bioeconomia amazônica.
“A proposta do projeto Amazônia e Resistência é apresentar a Amazônia como uma potência da bioeconomia. A moda é uma das indústrias que mais poluem o planeta, e trazer um tecido cultivado por mãos amazônidas, biodegradável e sustentável, reforça o potencial da região”, afirma a estilista.
A gerente de Marketing da Vicunha, Renata Guarniero, destacou a importância da presença do projeto na COP30.
“Estar na COP30 com um tecido inovador a partir de fibra amazônica é contribuir para uma cadeia de moda sustentável, unindo conservação ambiental, valorização social e tradições da floresta”, disse.
Com seu ineditismo e forte valorização da identidade amazônica, a exposição na COP30 celebra a moda como expressão de resistência e sustentabilidade, mostrando que é possível gerar renda, beleza e inovação com a floresta em pé.










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