Palmeiras são aliadas vitais da Amazônia e enfrentam riscos com mudanças climáticas
- Solano Ferreira
- 9 de out.
- 1 min de leitura

Foto: Thaise Emilio/IB-Unesp
Pesquisas recentes revelam que as palmeiras, uma das famílias de plantas mais abundantes da floresta amazônica, funcionam como verdadeiras "caixas d’água" naturais, com capacidade de armazenar até 70% do seu volume em água — o dobro do que árvores como ipês e mogno conseguem. Essa característica as torna essenciais durante os períodos de seca, garantindo alimento para animais e populações humanas.
Os dados fazem parte de estudos liderados pela professora Thaise Emilio, da Unesp, no âmbito do Centro de Pesquisa em Biodiversidade e Mudanças Climáticas (CBioClima), com apoio da FAPESP. A pesquisa, apresentada no Fórum Brasil-França “Florestas, Biodiversidade e Sociedades Humanas”, em São Paulo, também aponta que, apesar da alta reserva de água, as palmeiras são tão vulneráveis à seca quanto outras árvores, mas sobrevivem melhor por armazenarem mais água em seus troncos.
Além de seu papel ecológico, as palmeiras têm importância econômica: cerca de 75% da produção nacional de produtos florestais não madeireiros vem delas, sendo metade apenas do açaí. No entanto, o aumento das secas e a intensificação do ciclo hidrológico ameaçam sua sobrevivência, o que pode causar impactos ainda não mensurados na biodiversidade amazônica.
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