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Surto de influenza aviária nos Estados Unidos reacende alerta para necessidade de reforço na defesa agropecuária

  • Foto do escritor: Solano Ferreira
    Solano Ferreira
  • 4 de fev.
  • 3 min de leitura

Possível entrada da doença em granjas comerciais brasileiras pode colocar em risco a produção nacional de frango

Foto e texto: FSB Comunicação


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O registro do primeiro surto de influenza aviária H5N9 em aves nos Estados Unidos reacende um alerta importante para o Brasil: a necessidade urgente de investimentos robustos na defesa agropecuária. A doença, altamente contagiosa e com impactos devastadores na avicultura, reforça a vulnerabilidade de estrutura para mitigar riscos sanitários e prevenir a entrada de enfermidades exóticas no País. O alerta é ainda mais importante diante do protagonismo brasileiro nas exportações de frango, já que o país responde por mais de 30% do comércio mundial da proteína animal.

 

Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), as exportações de carne de frango alcançaram o recorde de 5,294 milhões de toneladas em 2024. O volume é 3% superior ao embarcado no ano anterior e corresponde ao maior volume já exportado pelo setor. Os principais mercados consumidores do frango brasileiro foram a China, os Emirados Árabes Unidos e o Japão.

 

"A influenza é uma epidemia, que entrou no Brasil no ano passado em criações de subsistência, mas não em granjas comerciais. O sistema de biosseguridade das granjas é robusto. Há o controle das empresas e o oficial, com as vigilâncias nos frigoríficos, coleta de material pelos auditores fiscais federais agropecuários, que encaminham para os laboratórios. A nossa rede de detecção é rápida, a vigilância é efetiva e isso garante a segurança da nossa produção", explicou o diretor de Política Profissional do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical), Henrique Pedro Dias.

 

No entanto, o déficit de profissionais compromete a capacidade do Brasil em responder adequadamente caso a doença chegue ao País. Atualmente, o número de servidores da carreira está muito abaixo do necessário para atender à crescente demanda, enquanto as exportações de produtos agropecuários batem recordes sucessivos.

 

"Na produção, a influenza aviária no Brasil está controlada pela ação dos auditores fiscais federais agropecuários, mas há gargalos como a falta de investimento na defesa agropecuária e na estrutura de fiscalização. Faltam uniformes, veículos, equipamentos e orçamento para a execução das atividades, além dos recursos humanos. E a reposição de 200 profissionais será ínfima comparada à necessidade atual dos mais de 1,2 mil que estão prestes a se aposentar", destacou Dias.

 

A H5N9 é transmitida principalmente por aves migratórias, que podem carregar o vírus ao longo de suas rotas, incluindo o território brasileiro. Por este motivo, também há o monitoramento desses animais. Isso porque a chegada da doença ao Brasil representaria um grande risco, tanto para a avicultura nacional quanto para a saúde pública e as exportações. Países que enfrentaram surtos de influenza aviária registraram prejuízos bilionários, seja pelo abate em massa de aves, seja pelas barreiras comerciais impostas por mercados internacionais.

 

"Houve casos de H5N9 em vacas de leite nos Estados Unidos e em humanos. O que assusta os pesquisadores é que eles não tiveram contato com aves. Então, apontam o risco de uma próxima epidemia ou pandemia de influenza aviária, por isso, a importância da defesa agropecuária. Quando se deixa os controles apenas para as empresas, sem uma estrutura adequada de fiscalização, além de auditoria com ferramentas de punição e sanções em caso de problemas, isso favorece que as empresas tenham casos de mortalidade e não os apresentem para as autoridades. Pode haver uma ocultação, sabendo que a questão afeta o mercado, as exportações. Isso, em curto prazo trás um risco grande para as empresas e para o País. E nos médio e longo prazos, ameaça a confiança no sistema de defesa agropecuária brasileiro", destacou o diretor do Anffa.

 

Para e entidade, o cenário reforça a necessidade de recomposição urgente do quadro de auditores fiscais, com a abertura de concursos públicos, além de investimentos em tecnologia, equipamentos e infraestrutura para fortalecer a vigilância. Apenas com uma defesa agropecuária robusta será possível proteger a avicultura brasileira e garantir a continuidade de sua posição de protagonismo global, com segurança sanitária e sustentabilidade econômica.

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