Tecnologias podem tornar o etanol brasileiro um combustível de emissão negativa, aponta estudo
- Solano Ferreira
- há 6 dias
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O etanol produzido no Brasil pode não apenas zerar, mas até atingir pegada de carbono negativa com o uso combinado de novas tecnologias. É o que mostra um estudo da Embrapa em parceria com a Unicamp, que avaliou caminhos para ampliar os benefícios ambientais do biocombustível.

A pesquisa destaca que a integração da bioenergia com captura e armazenamento de carbono — conhecida como BECCS — e o uso de biochar no solo impedem que o CO₂ retorne à atmosfera, criando um ciclo no qual a produção do etanol remove mais carbono do que emite. Segundo os cientistas, essa combinação poderia tornar o etanol tão ou até mais limpo do que veículos elétricos.
As soluções também reforçam o potencial do RenovaBio, a política nacional de descarbonização, ao aumentar a eficiência e os ganhos ambientais já obtidos pelo setor sucroenergético.
Apesar do avanço tecnológico, custos e ausência de incentivos específicos ainda limitam a adoção dessas práticas. Mesmo assim, o estudo aponta que o Brasil reúne todas as condições para assumir a liderança global na produção de combustíveis de “emissão negativa”, abrindo uma nova fronteira para a transição energética sustentável.
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